CRIANÇAS E JOVENS PREFEREM VIVER NAS RUAS

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Gilcilene Almeida

 Diante da dura realidade em que jovens e crianças são vítimas da violência familiar, maus-tratos e da falta de perspectivas, muitas dessas buscam a rua como refúgio. Ao contrário do que se imagina, a maioria das crianças e adolescentes que vivem em um dos 31 abrigos de Salvador não está lá por terem sido abandonadas por gosto dos pais, mas sim pela triste realidade de sua condição social. Aumentando a cada dia o número de crianças e adolescentes vivendo nas ruas, onde alguns possuem família, mas não encontram o verdadeiro sentido de ser família em seus lares.  Augusto Almeida, 10 anos, prefere viver na rua pedindo dinheiro e comida nos mercados ou a qualquer pessoa. Ele tem casa, morava com a mãe que ficou deficiente após ser atropelada perto de casa, o pai abandonou a família deixando Augusto e mais três irmãos em dificuldades.  O menino preferiu morar na rua. “Aqui não é bom, tomo chuva, corro da polícia, mas às vezes é melhor que em casa, pois consigo comida. Algumas pessoas acham que quero roubar, mas eu não faço isso porque é feio, eu só quero comida e tranqüilidade”.  Em sua maioria mal vestidos, sujos e carentes de tudo as crianças que vivem na rua não conseguem enxergar uma perspectiva que transforme essa vida. Vivendo essa realidade torna-se difícil o índice de sobrevivência dessas crianças e adolescentes, pois muitas morrem antes de completar cinco anos de convivência nas ruas. A maioria das crianças que vive nas ruas, tendo que lutar pela sua sobrevivência, muitas vezes não possui nem registro, sendo inexistente para o governo, órgão que deveria sanar com essa realidade, a partir do que é estabelecido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Jaqueline Santos, 17 anos, grávida, sem apoio da família nem de seu parceiro, foi morar na rua, caindo no mundo das drogas enfrentando fome e dificuldades. Até quando encontrou uma irmã missionária que a abrigou e deu-lhe uma devida atenção acompanhando até a maternidade e cedendo um lar para acolher ela e seu filho que logo nasceu passando a ter um lar. Estes são alguns dos indicadores da vida que a população brasileira passa no seu cotidiano, tornando cada vez mais visível o descaso na prioridade de investimentos sócio por parte dos governantes a partir do combate das desigualdades envolvendo crianças, adolescentes e jovens.

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5 Respostas so far »

  1. 1

    […] nos meios de comunicação informações negativas quanto ao cuidado que temos com nossos jovens. Largados nas ruas ou em orfanatos esses jovens crescem sem nenhuma perspectiva de vida. Nossa realidade apresenta […]

  2. 2

    […] não estão entre os familiares por motivo de pobreza e não de abandono vivendo em abrigos ou nas ruas. Além disso, ficou acertado na Conferencia a criação de um orçamento voltado para a criança e […]

  3. 3

    […] da Criança e do adolescente é tema de Conferência Crianças e adolescentes que vivem nas ruas, em situação de risco social, são freqüentemente temas de debate e de preocupação, prova […]

  4. 5

    manuele said,

    cada vez mais o mudo vai ficando na pobreza e os adolescentes no abrigos e nas ruas. Do direito a liberadade,ao respeito e á dignidade.


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