EXPECTATIVAS DO COMÉRCIO PARA FESTAS DE FIM DE ANO

As festas de fim de ano se aproximam.

No comércio, o seguimento de alimentos se prepara para os festejos incrementando as prateleiras com as novidades que devem fazer parte da ceia. Para atender a necessidade do consumidor, estoque renovado no comércio local, é uma responsabilidade da equipe da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), junto aos lojistas. Os supermercados da cidade de Salvador se organizam e estão se preparandos através da Câmara de Dirigentes Lojistas para as festas.

É importante pesquisar e comparar preços, fazer os pagamentos à vista. A idéia é economizar um pouco do dinheiro para começar o ano novo mais tranqüilo.
O comércio a cada festa torce para que seja melhor do que no ano passado, são muitas expectativas boas para o final de ano.

A expectativa é que o movimento nas lojas comece a crescer a partir do pagamento da primeira parcela do 13º salário, até o final das festas.
De acordo com Soraya Cristhina, vendedora industrial “o aquecimento das vendas começa a partir deste sábado, quando os trabalhadores estarão com a primeira parcela do 13º salário na conta”.

Os dias e os horários de atendimento serão ampliados pelos lojistas. O objetivo é dar mais comodidade para o consumidor e evitar a sobrecarga de trabalho para os funcionários nas vésperas do Natal e Ano Novo, será que é possível!!!
É importante lembrar que o primeiro passo é descobri quanto dinheiro você pode gastar, e começar a contabilizar este saldo, considerando o valor que tem disponível, mais o décimo – terceiro, o eventual adiantamento de férias que vai receber em janeiro, etc. Seria maravilhoso se todos pudessem pensar desta forma e comemorar essas festas da mesma maneira mas a vida não permite que isso aconteça de modo geral.
As festas de fim de ano, os presentes, as viagens, a matrícula na escola para o ano que vem aquela reforma que estava sendo adiada… Coloque em ordem de prioridade, e faça um exercício de reflexão: mais vale investir em uma árvore de Natal decorada para impressionar os vizinhos, ou dar presentes caros para os filhos do cunhado para impressionar a sogra?
Esse período também é uma época de solidariedade e união.

Assim as circunstâncias da vida acabam colocando no seu caminho muitas oportunidades para ajudar pessoas que têm muito menos do que você. Seja quais forem as suas crenças, saiba aproveitar estas oportunidades. Pois muitos precisam de ajuda para viverem de forma igual, podendo sentir e aproveitar as festas de modo geral no seu período correto independente de Natal ou Ano Novo.

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FONTES DE ÁGUA – IMPORTANTE PARA O HOMEM

 Gilcilene Almeida

A água é o elemento mais importante para a subsistência do ser vivo, pois dependem da sua disponibilidade para satisfazer suas necessidades. Quase todos os aspectos da vida do homem giram em torno da água. As fontes naturais de abastecimento de água são: água da chuva, águas superficiais (rios, arroios, lagos), águas subterrâneas (aqüíferos mananciais). As fontes de água constituem uma unidade, fundamental do sistema ecológico e imprescindível para o desenvolvimento econômico.

Os diferentes usos da água pelo homem aumentaram excessivamente, resultando em degradação ambiental e poluição. A deterioração das fontes de água está relacionada com crescimento e a diversificação de atividades agrícolas, aumento da urbanização e intensificação de atividades humanas nas bacias hidrográficas.

O acesso a água de boa qualidade e em quantidade adequada é uma prioridade, em especial em áreas urbanas, e está diretamente ligada à saúde da população. É importante frisar que diversas doenças têm sua origem na água contaminada e respondem por mais da metade das internações hospitalares na rede pública de saúde.

Em áreas rurais, a situação é bastante diferenciada, sendo que 43% dos domicílios rurais não dispõem de nenhum tipo de água encanada e apenas 18% dos domicílios rurais estão ligados à rede de abastecimento. Além das medidas estruturais para minimizar as perdas nas redes, é necessário a fiscalização de usos e da ocupação nas áreas de mananciais, de forma a evitar a degradação das fontes de água, juntamente com campanhas de esclarecimento da população sobre o adequado uso deste importante recurso natural.

Fontes Públicas de Salvador são esquecidas
A cidade de Salvador possui uma enorme quantidade de fontes públicas. Um marco da construção histórico-ambiental da Bahia. Existem cerca de 20 fontes, muitas construídas nos séculos XVI/XVII, como a Fonte Baluarte, na Ladeira de Água Brusca, no bairro do Barbalho.

Algumas estão sendo bastante utilizadas, como a fonte do estica localizada no bairro da Liberdade. Vitor Nascimento, 23 anos diz: “uso a água da fonte para ganhar o pão, lavando os carros”.

A má conservação é uma reflexão da atual falta de políticas publicas para a preservação do meio ambiente, como a Fonte Pedreiras ou Preguiça, que fica ás margens da Avenida Contorno, bastante utilizada por alguns moradores que todos os dias estão tomando banho e ou lavando roupas, pois não possuem abastecimento de água em suas casas.

O fato é que a má conservação destes patrimônios extremamente importantes pelo seu valor cultural e social traz uma imagem negativa e de certa forma, um prejuízo nas questões referentes à história da cidade. Com isso a população, termina fazendo com que as fontes sejam apenas um objeto, desta forma não valorizando o que poderia ser mais um ponto turístico da cidade de Salvador.

A estudante Marisa Silva de 26 anos, moradora do Barbalho, “fico triste quando passo por essa fonte e vejo tanto lixo. É um absurdo porque não cuidamos de forma nenhuma do que está perto da gente e depois colocamos a culpa nos governantes”. Referindo-se a fonte Baluarte.

Outra situação é a da Fonte de Santo Antônio, segundo Guilherme Nogueira, 45 anos, morador da Rua São José de Baixo, a fonte está gradeada, mas possui uma enorme quantidade de lixo e de água parada, atraindo insetos, muitos moradores gostariam que a fonte fosse revitalizada. “Pois é um bem que pertence à sociedade e a natureza agradece”.

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PRAÇAS E ÁREAS VERDES DE SALVADOR: CONSERVAÇÃO E VALORIZAÇÃO.

Gilcilene Almeida 

Salvador constitui de várias praças que possuem determinado valor histórico e cultural, atualmente algumas dessas encontram-se estragadas, desprezadas e completamente impossibilitadas de qualquer utilização, desta forma necessitando de revitalização e conservação por parte dos usuários e dos órgãos competentes de modo geral, uma vez que são importantes na contribuição para preservação de um ar puro.
A circulação de ar nas cidades é essencial para facilitar a respiração que todo ser humano necessita. De forma geral, as velocidades médias do vento são muito menores ao nível da rua. As condições de maior estagnação do ar são normalmente encontradas em áreas com elevada densidade de prédios com alturas uniformes.
A Praça da Sé, a Rua Chile, a Praça Castro Alves, o Passeio Público e o Comércio são áreas que fazem parte da Identidade Cultural de Salvador, com grande valor referencial e tem passado por um processo de degradação.
As praças além de serem pontos turísticos da cidade, buscam-se ser um espaço público de múltiplas funções, com equipamentos que proporciona atividades diversificadas para os diversos públicos. Edificam-se áreas de lazer para uso adulto e infantil, assim como anfiteatros, buscando revitalizar o ambiente para atividades culturais.
Voltando à questão das áreas verdes da cidade, nota-se que existe deficiência em comparação ao número de habitantes e visitantes que normalmente transitam pela cidade, desta forma a falta de área verde dificulta a respiração agradável das pessoas e a devastação da poluição que se encontra no ar.
O Partido Verde Estadual, afirma que a ventilação no espaço urbano é de grande importância para reduzir os efeitos das emissões de contaminantes. Por esse motivo a ventilação deve ser sempre considerada nos parâmetros edilícios e fazer parte de planos de gestão da qualidade do ar. Distanciamento entre prédios, construções que considerem os ventos, assim como a arborização de ruas, constituem alguns critérios que devem estar presentes no planejamento urbano.

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CRIANÇAS E JOVENS PREFEREM VIVER NAS RUAS

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Gilcilene Almeida

 Diante da dura realidade em que jovens e crianças são vítimas da violência familiar, maus-tratos e da falta de perspectivas, muitas dessas buscam a rua como refúgio. Ao contrário do que se imagina, a maioria das crianças e adolescentes que vivem em um dos 31 abrigos de Salvador não está lá por terem sido abandonadas por gosto dos pais, mas sim pela triste realidade de sua condição social. Aumentando a cada dia o número de crianças e adolescentes vivendo nas ruas, onde alguns possuem família, mas não encontram o verdadeiro sentido de ser família em seus lares.  Augusto Almeida, 10 anos, prefere viver na rua pedindo dinheiro e comida nos mercados ou a qualquer pessoa. Ele tem casa, morava com a mãe que ficou deficiente após ser atropelada perto de casa, o pai abandonou a família deixando Augusto e mais três irmãos em dificuldades.  O menino preferiu morar na rua. “Aqui não é bom, tomo chuva, corro da polícia, mas às vezes é melhor que em casa, pois consigo comida. Algumas pessoas acham que quero roubar, mas eu não faço isso porque é feio, eu só quero comida e tranqüilidade”.  Em sua maioria mal vestidos, sujos e carentes de tudo as crianças que vivem na rua não conseguem enxergar uma perspectiva que transforme essa vida. Vivendo essa realidade torna-se difícil o índice de sobrevivência dessas crianças e adolescentes, pois muitas morrem antes de completar cinco anos de convivência nas ruas. A maioria das crianças que vive nas ruas, tendo que lutar pela sua sobrevivência, muitas vezes não possui nem registro, sendo inexistente para o governo, órgão que deveria sanar com essa realidade, a partir do que é estabelecido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Jaqueline Santos, 17 anos, grávida, sem apoio da família nem de seu parceiro, foi morar na rua, caindo no mundo das drogas enfrentando fome e dificuldades. Até quando encontrou uma irmã missionária que a abrigou e deu-lhe uma devida atenção acompanhando até a maternidade e cedendo um lar para acolher ela e seu filho que logo nasceu passando a ter um lar. Estes são alguns dos indicadores da vida que a população brasileira passa no seu cotidiano, tornando cada vez mais visível o descaso na prioridade de investimentos sócio por parte dos governantes a partir do combate das desigualdades envolvendo crianças, adolescentes e jovens.

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INCLUSÃO DIGITAL SERÁ PARA TODOS?

                                                                                              Gilcilene Almeida

 Todo cidadão tem o direito à informação. No Brasil e particularmente na Bahia, as iniciativas de inclusão digital já se fazem presentes, configurando um contexto social e político significativo e relevante.

A Inclusão Digital é um conceito que engloba as novas tecnologias da informação, comunicação e educação, possibilitando a construção de uma cidadania criativa e empreendedora. Inclusão Digital sendo um meio para promover a melhoria da qualidade de vida, garantir maior liberdade social, gerar conhecimento e troca de informações, visa oferecer oportunidades para todos terem acesso ao uso das tecnologias de informação e comunicação, independente de classe social ou localização geográfica, é importante também para as pessoas serem informadas de como utilizar-se dessa tecnologia beneficamente.

A inclusão de sujeitos na área de informática é importante não só no que diz respeito a softwares e hardwares, mas também na inclusão de debates; palestras; seminários; enfim, projetos que possibilitem aos cidadãos construir, na medida do possível, concepções “críticas” a respeito da tecnologia.

A inserção do indivíduo na sociedade digital, mediante a capacidade de utilizar, interagir e interpretar as diversas mídias usualmente utilizadas pela informática torna-se imprescindível nos dias atuais.

Democratizar o acesso às tecnologias da informação e comunicação é alfabetizar digitalmente, proporcionando (ou ampliando) o contato da maioria das pessoas com as novas ferramentas da chamada “Era da Informação”. 

A CIPÓ – Comunicação Interativa é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, fundada em 1999, em Salvador, Bahia – funciona como um laboratório pedagógico, onde são criadas, testadas e sistematizadas metodologias inovadoras, que utilizam as tecnologias da comunicação para promover ações de educação e mobilização social. Os programas sócios educativos promovidos pela CIPÒ têm como ponto de partida a Educação pela Comunicação, metodologia de ensino-aprendizagem em que o educando participa ativamente da produção de peças de comunicação que, uma vez disseminadas, geram novos processos de educação e/ou mobilização social.

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CAMAPET – PRESERVANDO O MEIO AMBIENTE

Gilcilene Almeida 

O pátio da rede ferroviária na Baixa do Fiscal ficava vazio. Hoje, no local, tem movimento de caminhões e trabalho, pois funciona a Cooperativa de Coleta Seletiva, Processamento de Plástico e Proteção Ambiental – CAMAPET que é uma entidade formada por adolescentes e jovens da comunidade de Alagados.
Segundo Raimundo Nascimento, um dos coordenadores do CAMA (Centro de Arte e Meio Ambiente), a idéia da cooperativa surgiu a partir da iniciativa de alguns membros da  CAMAPET, participarem do curso de educação ambiental, promovido pela ONG. Na época, teve como objetivo discutir sobre o trabalho de levar o que poluí as ruas ao destino certo, assim toneladas de sacos plásticos, centenas de pneus, milhares de garrafas e muito papel e papelão são prensados e embalados em fardos.
A CAMAPET procura desempenhar vários objetivos como resgatar a auto-estima, na inclusão de jovens no mercado de trabalho; na geração de renda; na mudança de comportamento e atitudes da população local com relação ao trato com resíduos sólidos; na redução das embalagens que seriam depositados no aterro sanitário, possibilitando o aumento na sua vida útil; na redução dos impactos causados pela PET, em córregos e praias e no exercício da cidadania.
Sandro Sales, 19 anos, diretor comercial da CAMAPET, afirma que o trabalho da cooperativa busca priorizar o meio ambiente e, ao mesmo tempo, reerguer a renda de seus membros. Hoje, a cooperativa possui 26 jovens moradores da Cidade Baixa, se dedicando, aprimorando sua criatividade em garrafas plásticas e contribuindo com o meio ambiente.
A preservação do meio ambiente deve ser levada a sério por toda a sociedade. Apesar da preocupação por parte de órgãos governantes, da mídia e também de cooperativas, a reciclagem como preservação ao ambiente ainda não é realizada de forma consciente pela população. Uma das formas de contribuir para essa preservação é através da reciclagem plástica, pois a produção e o consumo de embalagens e garrafas têm crescido, causando danos irreparáveis ao ambiente. Há cooperativas comprometidas em transformar plásticos em objetos úteis para a sociedade, tendo retorno lucrativo para a continuação do seu projeto, ao passo que fabrica e vende tais objetos, a exemplo a CAMAPET.

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ARTE COM RECICLAGEM

Gilcilene Almeida  

O dom da arte é uma habilidade formidável, enquanto feita de material reciclável deve ser valorizada, por tratar-se de reaproveitamento do meio ambiente. Quando se fala em reciclagem, lembra-se de latas, vasilhas plásticos, vidros e papéis  colhidos através de uma separação do lixo.

Alguns artistas plásticos têm mostrado que é possível dar alguma utilidade artística e funcional a esses materiais que antes seriam jogados fora. A partir da confecção de peças utilitárias e decorativas.

Algumas entidades buscam a esse trabalho para aplicarem em suas atividades, sendo uma forma de colaborar com o meio ambiente, desta forma os membros da CAMAPET se empenham em transmitir palestras, cursos, oficinas e exposições dos seus trabalhos em escolas públicas, empresas, feiras livres enfim onde encontrarem facilidades.

Geovani Santos, 19 anos, membro do conselho de ética da CAMAPET, desenvolve pela cooperativa junto com a UNEB (Universidade do Estado da Bahia) através da Profª de desidn Ana Beatriz e seus quatro estágiarios, vários trabalhos que destacam a arte com reciclagem de garrafas pet, transformando-as em diversas bijuterias.

A arte da reciclagem, valoriza e estimula ações ligadas ao reaproveitamento  do lixo com uma visão de contribuição social .

É interessante a criatividade dos artistas em transformar materiais recicláveis, é uma prática que ao concluída torna-se uma nova peça possibilitando reutilização através de formas diferentes.

A arte desenvolvida com o material reciclável deve ser reconhecida e valorizada por todos, pois acima de tudo não se deve esquecer que assim haverá contribuição com o meio ambiente e com a população necessitada.

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